A Glória Eterna: A História dos Títulos do Flamengo na Libertadores da América

A Copa Libertadores da América é o grande sonho de consumo de qualquer clube sul-americano. Para o Flamengo, essa competição representa a afirmação de gerações históricas que marcaram época no futebol mundial. Veja o artigo do Mundial disponivel abaixo e faça o download gratuito do seu e-book!!!!

Após dominarmos o cenário estadual e nacional, chegou o momento de relembrarmos as campanhas épicas que pintaram a América do Sul de vermelho e preto.

Neste artigo, vamos mergulhar nas conquistas da Libertadores do Flamengo, relembrando os heróis, os comandantes, os jogos inesquecíveis e as histórias de bastidores que tornam cada uma dessas taças únicas.

Os Títulos do Flamengo na Copa Libertadores

1981: O Primeiro Grito de Campeão e a Era Zico

A primeira conquista da Libertadores pelo Flamengo é, sem dúvida, o capítulo mais emblemático da história do clube. Sob o comando do treinador Paulo César Carpegiani, o Rubro-Negro desfilou um futebol mágico, liderado pelo seu maior ídolo: Zico.

O Galinho de Quintino foi o artilheiro isolado da competição, marcando impressionantes 11 gols e a campanha foi marcada por momentos de pura tensão e genialidade.

Na fase de grupos, o Flamengo precisou de um jogo de desempate contra o Atlético-MG, uma partida histórica e polêmica que terminou com cinco expulsões do lado mineiro pelo árbitro José Roberto Wright. Superada essa fase, o time voou até a grande final contra o Cobreloa, do Chile.

A decisão foi uma verdadeira batalha campal, dividida em três jogos. No primeiro confronto, no Maracanã, o Flamengo venceu por 2 a 1, com dois gols de Zico.

No jogo de volta, no Estádio Nacional em Santiago, os chilenos venceram por 1 a 0 em uma partida marcada pela violência extrema. O zagueiro Mario Soto, do Cobreloa, chegou a jogar com uma pedra na mão, agredindo os jogadores brasileiros.

O título foi decidido em um jogo de desempate no Estádio Centenário, em Montevidéu, no Uruguai. Novamente, Zico brilhou e marcou os dois gols da vitória por 2 a 0. Mas a história mais curiosa dessa final envolveu o atacante Anselmo.

Ele entrou em campo nos minutos finais com uma única missão dada pelo técnico Carpegiani: revidar as agressões de Mario Soto. Anselmo acertou um soco no chileno, foi expulso imediatamente, mas lavou a alma rubro-negra.

A equipe que entrou em campo no jogo do título formou com: Raul; Leandro, Figueiredo, Mozer e Júnior; Andrade, Adílio e Zico; Tita, Nunes e Lico (Baroninho).

2019: A Virada Épica e o Retorno ao Topo

Foram 38 anos de espera até que a Nação Rubro-Negra pudesse soltar novamente o grito de campeão da América. A campanha de 2019 foi um verdadeiro teste para cardíacos.

O time quase foi eliminado na fase de grupos, precisando de um empate dramático contra o Peñarol no Uruguai na última rodada. Nas oitavas de final, uma derrota por 2 a 0 para o Emelec no Equador parecia o fim da linha, mas a equipe reverteu o placar no Maracanã e avançou nos pênaltis.

A virada de chave aconteceu com a chegada do técnico português Jorge Jesus, que substituiu Abel Braga. O “Mister” implementou um futebol avassalador, e o Flamengo atropelou seus adversários até chegar à primeira final única da história da Libertadores, disputada no Estádio Monumental, em Lima, no Peru, contra o poderoso River Plate.

O jogo parecia perdido. O River Plate vencia por 1 a 0 até os 44 minutos do segundo tempo. Foi então que a estrela de Gabriel Barbosa, o Gabigol, brilhou intensamente. Aos 44 minutos, após jogada de Bruno Henrique e Arrascaeta, Gabigol empatou.

Três minutos depois, aos 47, o atacante aproveitou uma falha da zaga argentina e fuzilou para o fundo das redes, garantindo a vitória por 2 a 1 e o bicampeonato.

Gabigol terminou como artilheiro da competição com 9 gols, enquanto Bruno Henrique foi eleito o “Rei da América”. Uma história de bastidores emocionante dessa final envolve o meia Diego Ribas.

Ele havia sofrido uma fratura grave na perna meses antes, recuperou-se em tempo recorde, entrou no segundo tempo da final e foi o responsável pelo lançamento que originou o gol do título.

Curiosamente, no dia seguinte à conquista da Libertadores, o Flamengo também se sagrou campeão do Campeonato Brasileiro sem entrar em campo, após uma derrota do Palmeiras.

A equipe que iniciou a final formou com: Diego Alves; Rafinha, Rodrigo Caio, Pablo Marí e Filipe Luís; Willian Arão, Gerson (Diego), Everton Ribeiro e Arrascaeta (Vitinho); Bruno Henrique e Gabigol.

2022: A Campanha Invicta e a Consagração de uma Geração

Se em 2019 o título veio com drama, em 2022 a conquista foi marcada por um domínio absoluto. Sob o comando de Dorival Júnior, que assumiu a equipe no meio da temporada substituindo o português Paulo Sousa, o Flamengo fez a melhor campanha da história da Libertadores no formato atual. Foram 12 vitórias e apenas um empate em 13 jogos disputados.

O caminho até a final teve momentos de pura exibição de gala, como a goleada por 7 a 1 sobre o Tolima nas oitavas de final (com direito a quatro gols de Pedro) e os 4 a 0 sobre o Vélez Sarsfield na Argentina, pelas semifinais.

A grande decisão foi disputada no Estádio Monumental, em Guayaquil, no Equador, contra o Athletico Paranaense. Em um jogo truncado, a estrela de Gabigol voltou a brilhar. Ele marcou o único gol da partida nos acréscimos do primeiro tempo, garantindo a vitória por 1 a 0 e o tricampeonato.

Com esse gol, Gabigol marcou em todas as três finais de Libertadores que disputou pelo clube (2019, 2021 e 2022) e se consolidou como o maior artilheiro brasileiro da história da competição.

O grande nome da campanha, no entanto, foi o centroavante Pedro. Ele foi o artilheiro isolado do torneio com 12 gols e eleito o “Rei da América”. Uma história de superação dessa campanha foi a do lateral-direito Rodinei.

Muito criticado pela torcida em anos anteriores, ele deu a volta por cima, fez uma temporada impecável e foi peça fundamental na conquista invicta.

A equipe que iniciou a final formou com: Santos; Rodinei, David Luiz, Léo Pereira e Filipe Luís (Ayrton Lucas); Thiago Maia (Vidal), João Gomes, Everton Ribeiro e Arrascaeta (Victor Hugo); Pedro e Gabigol (Everton Cebolinha).

2025: O Tetracampeonato Decidido nos Detalhes

A quarta conquista da Libertadores marcou mais um capítulo importante na trajetória do Clube de Regatas do Flamengo no cenário continental. Em 2025, o time voltou a uma final carregando o peso das decisões recentes e de confrontos diretos que já haviam deixado marcas.

Sob o comando de Filipe Luís, agora como treinador, a equipe entrou em campo para enfrentar o Palmeiras em mais uma decisão entre brasileiros.

A final foi disputada no Estadio Monumental, em Lima, no Peru. Diferente de outras campanhas mais marcadas por volume ofensivo, o jogo foi equilibrado desde o início, com poucas chances claras de gol e muita disputa no meio-campo.

O momento decisivo surgiu no segundo tempo. Após cobrança de escanteio de Arrascaeta, o zagueiro Danilo apareceu bem posicionado dentro da área e marcou de cabeça, definindo o placar em 1 a 0.

Em uma partida com poucas oportunidades, esse lance acabou sendo suficiente para garantir o título. A equipe que iniciou a final foi: Rossi; Varela, Danilo, Léo Pereira e Alex Sandro; Pulgar, Jorginho e Arrascaeta; Carrascal, Bruno Henrique e Samuel Lino.

Se em 2019 o Flamengo virou uma final nos minutos finais e, em 2022, construiu uma campanha dominante, a decisão de 2025 seguiu um roteiro diferente.

Foi um jogo resolvido em um único momento, em que a precisão em uma jogada específica fez a diferença algo comum em finais desse nível, onde o equilíbrio costuma ser maior.

Enfim nação, as quatro conquistas da Copa Libertadores da América pelo Flamengo representam momentos distintos, mas igualmente grandiosos, da história do clube. Cada taça carrega o suor, a paixão e a força de uma torcida que empurra o time rumo à Glória Eterna.

E se a conquista da América já é o ápice para muitos, para o Flamengo de 1981, ela foi apenas o passaporte para o maior desafio de todos.

Veja o próximo artigo já disponível acima, e faça o download do seu e-book grátis! Vamos detalhar tudo sobre o título Mundial de 1980 (disputado em 1981), quando o Flamengo de Zico e companhia colocou o Liverpool na roda e conquistou o planeta em Tóquio. Não perca!